terça-feira, 16 de junho de 2009

Nós Europeus


Um dia alguém se lembrou que, unindo os países da Europa economicamente, poderíamos evitar mais catástrofes como a 1ª e a 2ª Guerras Mundiais.
Essa ideia deu certo, e, se não for por mais nada, só por isso já valerá a pena ir votar no próximo dia 7 de Junho para as eleições europeias.
A Europa, fustigada por duas guerras brutais no espaço de menos de 50 anos não mais pegou em armas para resolver as suas divergências (exceptuando situações pontuais nos Balcãs e ex-républicas soviéticas, devido á desintegração do modelo comunista no final dos anos 80).
Portugal, país sub-desenvolvido que havia estado sob a asa de uma ditadura durante 48 anos aderiu á então CEE (Comunidade Económica Europeia) no dia 1 de Janeiro de 1986 e depois desse dia o País sofreu uma evolução talvez sem precedentes na longa história do país. Bem sei que muito ficou por fazer, essencialmente por uma má gestão dos fundos que nos chegaram da UE (quer a nível publico quer privado) e que a adesão também teve, pontualmente, alguns maus resultados para algumas áreas da sociedade, mas globalmente, a adesão de Portugal ás comunidades europeias é “o” momento em que Portugal dá o salto que faltava para se tornar um país que “corre” no pelotão da frente, quer a nível económico quer a nível democrático.
O que está em jogo no próximo dia 7 é a eleição dos representantes de cada país no Parlamento Europeu (PE), apesar da deficiente campanha eleitoral que por cá temos visto nos levar a pensar num 1º round para as eleições legislativas (é absurda a óbvia e propositada colagem do momento político nacional por parte de alguns partidos a esta eleição).
É vital, num momento de crise económica mundial e de crise institucional na UE (o tratado de Lisboa foi rejeitado em referendo pela Irlanda do Norte) que os Europeus, e os portugueses em particular, participem nas eleições, elegendo os seus melhores candidatos, para que aqueles que nos vão representar no PE sejam os melhores e estejam á altura dos desafios que Portugal e a Europa terão de enfrentar nos próximos tempos.
Uma Europa forte e unida é, além de um garante da paz, meio caminho andado para a resolução dos graves problema económicos que nos fustigam e que tanta desgraçada tem criado, muitas vezes á nossa porta ou dentro das nossas casas, nomeadamente no que ao desemprego diz respeito.
Bem sei que em tempos de crise não custa nada culpar os políticos e a UE pela desgraçada que nos entra todos os dias pela porta dentro, mas asseguro-vos que muito pior estaríamos se dela não fizéssemos parte, senão vejamos o caso da Islândia.
Juntos e unidos somos mais fortes, e o passado dá-me tanta razão como, certamente o futuro me dará.

Nenhum comentário:

Postar um comentário